O governo de Dilma Rousseff começou bem, com muita aprovação e direito a elogios até de quem se julgava da direita, ou seja, da “oposição”. Grifo oposição entre aspas porque já tivemos amostras de que a oposição no nosso país é camuflada, exacerbada, sensacionalista.
Nos primeiros 100 dias, muito se disse que Dilma não era Lula e que as mudanças viriam. E vieram, mas muitas delas para pior. Delúbio Soares está de volta, Palocci se envolveu em novo escândalo e aumentou seu patrimônio em 20 vezes, a Pesca foi para as Relações Instucionais e vice-versa. E o Palocci? Bom, o Palocci fez consultoria e ganhou milhões. Qualquer um consegue, não é?
Depois disso, o jeito “Dilma de governar” começou a vir à tona. Nossa presidenta quer privatizar os aeroportos, diz que o governo não fará “propaganda de opção sexual”, investe pouco no PAC e ainda quer guardar, para sempre, “documentos sigilosos”… Democracia disfarçada?
Me pergunto onde está o PT da esquerda, o partido dos trabalhadores, a social-democracia. Mudança de lado ou simplesmente estratégia para conseguir chegar ao poder?

Dilma Rousseff, em sua posse, ao lado de Lula. Foto: Reprodução
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