Uma viagem por uma das maiores metrópoles do planeta. É a primeira coisa que me vem à cabeça ao ler “Piratas da Cachoeira”, de Alexandre Martins Arcari. A sensação é de embarcar junto aos piratas em sua jornada. E não é uma jornada qualquer, luta de bem contra o mal, ou algo do tipo. A linha entre utopia e realidade é bem tênue.
Piratas da Cachoeira supera os limites da subjetividade e da objetividade, emociona, choca, sensibiliza e faz você querer devorar cada página em segundos. No caminho do trabalho, a ação de colocá-lo na mochila depois de ler alguns capítulos é semelhante à sensação de estar deixando de lado um filho. Alguém que amamos muito.
A cada página, novos personagens e histórias, desvendando cada passagem e se surpreendendo com as revelações que se encaixam perfeitamente nas frases escritas pelo autor. Imagina-se cada cena como se o livro fosse um roteiro de filme, pronto para ser gravado, editado e lançado nas melhores salas de cinema.
Nunca li algo com tal riqueza de detalhes da cidade de São Paulo, das situações e sentimentos, além de ser uma incrível crítica à poluição do Rio Tietê. Ler “Piratas da Cachoeira” te faz refazer alguns atos e mudar sua atitude em relação ao meio ambiente. É quase como se você estivesse lá.
A subjetividade é a marca do autor, que faz com que o leitor imagine cada situação e se indague o porquê das várias tramas que se encaixam perfeitamente a cada folha lida.
Ao lê-lo, mergulhe fundo na imaginação e teste sua capacidade de interpretação, porque vai precisar. Este não é uma simples literatura infanto-juvenil. É uma dura crítica à política e aos próprios seres humanos.

É um livro-reportagem afinal ?
ResponderExcluirMais do que ler uma ficção, livros desse gênero são incríveis quando produzidos com sensibilidade e precisão nas descrições. Já fiquei com vontade de ler ele. Qual editora?
Abraços, estou te seguindo!