sábado, 30 de julho de 2011

Eleições, antes das eleições

As eleições nem começaram e o clima de disputa já está fervilhando. O Partido dos Trabalhadores ainda não decidiu o seu nome para concorrer à prefeitura da maior cidade brasileira – São Paulo, e o nos corredores do partido a guerra pelo possível posto está preocupando até o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, que disse, em entrevista, que as prévias por quem irá à votação popular em 2012 pode ser um “desastre”.

O ex-presidente Lula insiste no nome do ministro da Educação Fernando Haddad, porém este, em pesquisa realizada pelo Vox Populli divulgada no último dia 27, teria somente 3% das intenções de voto.

A senadora do PT, Marta Suplicy, que já é fichinha repetida em eleições, aparece em primeiro lugar, com 29% das intenções de voto contra 24% do também fichinha repetida, José Serra.

Mesmo sem nome, o PT agora quer mudar seu estatuto e fazer prévias para escolher seu candidato. O mesmo partido que já está na presidência há mais de oito anos, continua enfrentando crises. A distorção interna pode, e vai, prejudicar as relações causando um racha dentro do partido, provavelmente entre aqueles que apoiam um ou outro candidato.

O sentimento de união e maturidade fica de lado, restando somente o que sempre se espera dos políticos no Brasil: um lugar para concorrer às eleições e ter os privilégios que o cargo trás. O eleitor? Este fica sempre de fora, a mercê da vontade daqueles que nos governam, e em que nós mesmos votamos.

As crises dentro do partido só demonstram que estamos cada vez mais vulneráveis a feroz política que assola a República Federativa do Brasil. No fim, um nome será escolhido de acordo com a sua influência e interesses dos maiores, porque, segundo Fernando Henrique Cardoso ensinou, “é preciso focar na classe média”. Por quê? Porque a nova classe média está em ascensão, está consumindo mais, ou seja, gastando mais dinheiro, movimentando a economia, gerando lucro. Lucro esse que vai para os bolsos dos deputados, prefeitos e vereadores. Então, quem vence a eleição tem mais.

1 comentários:

  1. Ou seja, vai ser mais uma figura do pobre, amigo do povo que batalhou pra vencer na vida. Infelizmente um esteriótipo simpatizante e que acaba sendo preferido da massa.

    Mas investir em políticas públicas que levem a melhorar a educação, consequentemente o raciocínio crítico, ninguém quer não é? Pra que mexer em time que está vencendo?!

    PS: gostei muito do novo template do blogger, parabéns amigão!

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