Tic, tic, tic, tic... É o som do teclado começando mais uma conversa, talvez uma criação ou simplesmente um papo furado no ICQ. ICQ? Perai, não é msn? Tanto faz. É tecnológico, então tô dentro. Talvez meu gosto pela criação tenha nascido junto comigo, em meados de 91, perto do ano novo, e daquelas festas de final de ano. Acho que é daí que veio meu gosto por festas. Mas não é festa, é co-me-mo-ra-ção. Não é que eu gosto de festas porque eu sou baladeiro, da noite (tá, também sou) mas é porque eu gosto de momentos felizes, de coisas simples, de sorrir do singelo e tirar a parte boa das coisas.
A tal criação que para mim era - e é - a coisa mais normal do mundo, veio junto comigo. Transformava qualquer mero trabalho do colégio em um mega evento, uma representação artísitica do que sinto, do que vejo, do que sou. A arte sempre me chamou a atenção e é por isso que a amo tanto. Porque ela é como eu, diferente, talvez exótica, singular, mas capaz de chamar a atenção, de se transorformar, transfigurar, fazer metamorfose.
Sendo criador, pude fazer o que quisesse, transformar a realidade. E fui criando, aprendendo, fazendo daquilo uma marca minha, o meu eu, minha parte lírica. Estudei, mas a maior parte acabei descobrindo sozinho, por curiosidade, que é o que move o ser humano. A curiosidade pelo simples ou pelo complexo, pelo fácil ou difícil, a vontade de ser diferente, de fazer, de mudar e re-mudar. Então chamou minha atenção essa coisa de criar realidades, efeitos; transformar.
Eu mesmo me transformei e me reivento todos os dias. Fiz faculdade sim, amigos, amores. Minhas criações apontam meus caminhos, registram minha história, mostram quem sou. Uma metamorfose ambulante, um tripulante nesse navio chamado vida que navega por mares nunca desbravados, oceanos enormes cheios de sentimentos e vivências, dificuldades, acertos, erros. Coisas que valem a pena serem sentidas. Isso me inspira. Talvez outra paixão minha, a fotografia, venha daí. A arte de congelar o tempo. Posso para aquele instante, transformá-lo, registrá-lo, moldá-lo ao meu modo. É o que me move, é o que sou.
Usei um pseudônimo e fui Acir Tolezani por alguns instantes. Meu irmão e amigo, minha paixão mais verdadeira.
Nossa esse final me due um revertério no cérebro, pensei q era vc mas era o Acir, ou vc na pele do Acir, ou o Acir escrevendo através de sua mente. Muito bom, cirou um ciclo sem fim shuaashuashu
ResponderExcluirMuito lindo, Ju! Você descrevendo como descobriu o que queria ser de verdade foi demais, adorei! Meu sonho agora era te ver em plena atividade de criação como blogueiro de novo :(
ResponderExcluirSinto sua falta!
Beijo :*